quarta-feira, 16 de julho de 2008

As desconcertantes aventuras de Tobias, o bem-intencionado

Episódio 7 - Ego

- Ó Tobias, tens que controlar essa cena de dar pála.

- Mas, mas... eu gosto de ouvir a música alto e o ar condicionado está avariado, portanto tenho que abrir a janela.

- Por acaso esqueceste-te de com quem estás a falar, Tobias?

- Pronto, está bem, desculpa. Sim, apesar de o que eu disse ser verdade, também gosto de dar uma certa pála quando estou a curtir um alto som. Nem sei muito bem que pála é que tento dar, mas admito que ainda não consegui ser isento de cagança. Satisfeito?

- Sim, obrigado. Estares a tentar dar-me a volta seria uma incomensurável estupidez.

- Incomensurável estupidez? Queres falar de estupidez? E aquela tua cena com aquela gaja que me estava a dar bola ontem? Não terá sido também incomensuravelmente estúpida?

- Tobias... ela tinha uma cena no crânio. Nem sei o que era aquilo. Seria um quisto?

- Porra, porque é que tens que ser assim? A rapariga até podia ser uma excelente pessoa, e nem era nada feia. Mas como tinha um quisto no crânio, pronto, está riscada. Não percebes que isso é uma cena altamente superficial? Não ter qualquer interesse por uma pessoa só por causa de uma simples característica física é contra tudo aquilo em que acredito.

- Por acaso já imaginaste estares com ela num momento íntimo, passares-lhe a mão pelo cabelo e sentires aquilo?

- Bom, está bem, provaste a tua posição. Tens razão, seria... No mínimo esquisito... Nada agradável, de certeza.

- Tobias, Tobias... Consegues ser tão ingénuo, quase infantil. Tenho que te explicar sempre tudo.

- Ah, cérebro... O que seria de mim sem ti? Só tu é que me compreendes.

11 comentários:

hum... disse...

Caro Rodovalho Zargalheiro,

Sinto-me honrada por ter visitado e comentado a minha página e devolvi a atenção.
Publiquei o comentário como exemplo da leitura rápida e pre-conceituosa (com hífen), que não percebi, porque escreve muito bem.

Por fim, confesso que estou segura que não vamos dormir juntos, porque eu também tenho um alto na cabeça.

Rodovalho Zargalheiro disse...

Hã?

hum... disse...

http://papoilas-inc.blogspot.com/

Rodovalho Zargalheiro disse...

Eu sei quel é o comentário em questão, apenas nao percebi duas coisas: o segundo parágrafo e com quem estarias a falar. É que fui eu que escrevi o comentário, mas quem tem problemas com mulheres com altos na cabeça é o Tobias (no entanto, mesmo não partilhando eu essa particularidade com o Tobias, existem vários outros constrangimentos, portanto, estou seguro que apesar de tudo não iremos dormir juntos na mesma).
Será necessário referir que as opiniões de um personagem não refletem necessariamente as do autor? Acredito que cada personagem tem algo do seu autor, mas não é obrigatoriamente um alter-ego. Caso contrário todas as histórias de ficção, que é o que eu escrevo, teriam apenas um personagem, o autor. Digo-te até que muitos dos personagens que criei, apesar de terem nascido da minha cabeça, têm visões e opiniões muito distantes da minha. Há que ter o cuidado de não misturar as entidades autor e personagem.
Além do mais, dado tratar-se de ficção, qualquer semelhança com a realidade é muito provavelmente uma coincidência.
Mas eu transmito a mensagem ao Tobias ;)

hum... disse...

Então estamos de acordo , eu não mereço o comentário:

"Não acho que sejamos todos tão superficiais. No entanto, suponho que a tua visão sobre nós seja baseada no que observas... Deves ter azar... Ou se calhar o teu tipo é mesmo aquele que centra o universo no seu falo..." sic, tu, 25.6.08.

Mas de quem estás a falar?
Olha que amuo! :D

Em minha defesa, cito-te:

"...as opiniões de um personagem não refletem necessariamente as do autor..." sic, tu, hoje.

Rodovalho Zargalheiro disse...

Ah, também era uma obra de ficção! É uma personagem a autora do texto! Um heterónimo, portanto... Por isso é que parecia mesmo um artigo de opinião (estou a falar da parte que não está entre aspas, naturalmente).

Nesse caso apresento as minhas desculpas. Podes dirigir o meu comentário à personagem/heterónimo :)

Haveria maneiras mais directas para me explicares ;)

Amuo? Nada que com tal se pareça :)

hum... disse...

Se não eram as tuas intenções, tens que enviar para lá, ora!

O meu texto é muito directo : reli e continua claro ao mais néscio, tal como o original que suscitou a critica.

Isto ainda é por não querer dormir contigo?

Abençoada hora que o néscio ali pecou, que voltou a vontade de criar situações e consequentes textos. Obrigada.

p.s. A sério? Não queres?

Rodovalho Zargalheiro disse...

Tens razão, está feito.

Às vezes o que é claro aos néscios pode não o ser aos menos néscios, que têm a estúpida mania de pensar "fora da caixa" e procurar o que está por detrás do óbvio. Mas como eu sou um, não fosse eu um participante nesta tertúlia, não tive dúvidas. Só não é óbvio que a opinião expressa não é a tua. Se fosse menos néscio, talvez...

Mas enche-me de satisfação saber que o meu comentário serviu para criar inspiração. E eu a pensar que não tinha utilidade nenhuma :)
Venham lá esses consequentes textos!

E como é que isto podia ser por não quereres dormir comigo? Eu até pensava que o problema não era falta de vontade mas o alto na cabeça...

hum... disse...

DESISTO!
A opinião é minha. O texto é meu. Peço desculpa por ter sido insultada.

Anónimo disse...

CUCKOO FOR CACA !

Rodovalho Zargalheiro disse...

Insultada? Não há-de ter sido por mim, certamente.

No entanto não precisas de pedir desculpa, sê insultada à vontade, não me incomoda nada.

Isto de ser néscio tem as suas desvantagens, não se consegue mesmo compreender certas pessoas...