sexta-feira, 16 de setembro de 2005

É assim!

É assim, não admito ir na faixa da esquerda a 120 e ter um mânfio atrás de mim a mandar faroladas feito parvo! Então se eu vou à velocidade máxima permitida, o que é que ele quer? Se não pode ir mais depressa que aquilo porque é que me está a chatear?
É que, vendo bem as coisas, eu até lhe estou a fazer um favor, ainda se habilitava a apanhar uma multa de excesso de velocidade, eu evito isso e é assim que ele me agradece... Há gajos que deviam ser proibídos de tirar a carta!

7 comentários:

Helder Pardal disse...

Infringir a lei é um direito e um dever enquanto cidadão livre que sou. Se eu não puder infringir a lei, o que é que eu vou fazer na minha vida?

Omar Muharib disse...

É sim, ninguém devería circular a mais da velocidade fixada, mas, caro amigo, você tem também a obrigação de rolar na direita. O condutor pirilampo, tinha direito a lhe adiantar, mesmo a velocidae maior da permtida; e, amigo Pardal, tem muita coisa útil pra facer, não perça o seu tempo, é a única coisa que temos.

Helder Pardal disse...

A coisa mais util que possa fazer na vida sem sentir que posso estar a perder o meu tempo, é infringir a lei. A lei representa o sistema, e o sistema está errado. Subversão. Se não se subverter o sistema infringindo a lei, estou a contribuir para o agravamento do estado das coisas.

Omar Muharib disse...
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Omar Muharib disse...
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Omar Muharib disse...

Me lembro agora daquele anarquista que atravessava a rua fora do lugar reservado pros peões para manter a sua desfiada ideologia. Pode tambem usar o seu tempo para virar aquilo qui não é justo, tera companhia.

Helder Pardal disse...

Penso que existe aqui uma confusão de principios. Subversão, é insubordinação, revolta, e isso é necessário para alterar o actual estado das coisas. Depois, deve-se desprezar concepções errôneas segundo as quais "anarquia" seria sinônimo de "caos". Anarquia é ausência de governo e mesmo de actividade parlamentar; que os agentes políticos devem actuar directamente na busca de manter e ampliar todas as formas de participação nos aspectos decisivos da sociedade em que vivem. Acção Directa, aliás, é o nome que adoptam várias organizações anarquistas pelo mundo fora.

Diz-nos Malatesta em seus "Escritos Revolucionários" que "Se quiséssemos substituir um governo por outro, isto é, impor nossa vontade aos outros, bastaria, para isso, adquirir a força material indispensável para abater os opressores e colocarmo-nos em seu lugar. Mas, ao contrário, queremos a Anarquia, isto é, uma sociedade fundada sobre o livre e voluntário acordo, na qual ninguém possa impor sua vontade a outrem, onde todos possam fazer como bem entenderem e concorrer voluntariamente para o bem-estar geral. Seu triunfo só poderá ser definitivo quando universalmente os homens não mais quiserem ser comandados ou comandar outras pessoas e tiverem compreendido as vantagens da solidariedade para saber organizar um sistema social no qual não mais haverá qualquer marca de violência ou coação".
A atividade do anarquista, do socialista utópico (em sua sublime acepção de conquista da Esperança possível) não é violenta nem repentina, mas gradual, pedagógica, passo a passo.
Portanto não preciso de uma lei que me diga a quanto posso andar na estrada, nem preciso de atravessar a estrada fora da passadeira.

Não preciso de agir como o tal denominado Anarquista,que eu nem sei se seria mesmo anarquisa. Basta-me respeitar os outros e desrespeitar as leis que bem entender sempre que eu achar que as mesmas me estão a condicionar a liberdade.