quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Se...

Se o meu amor me abraçasse
Talvez o tempo parasse
Talvez o espaço ficasse
Maior

Se o meu amor me beijasse
Talvez até o mundo brilhasse
E talvez o dia ficasse
Melhor

Se o meu amor me sorrisse
Talvez o meu peito se abrisse
E, quem sabe, de lá saísse
Fulgor

Se o meu amor me quisesse
Nem sei se isso acontece
Às vezes nem sequer parece
Amor

9 comentários:

Funny Analana disse...

que lindo :)

Guy Pascoal disse...

Não existem ses. Só existem certezas que não se querem encarar de frente ;)

Chô Bítor disse...

Ah, a velha arte de ter sempre a certeza... :)

Nem todos têm talento para ela.

Também raramente te enganas?

Guy Pascoal disse...

Não, não! O excelso amigo não compreendeu! Engano-me e muito, e essa é a certeza com que eu tenho de lidar, não ficar a pensar no que aconteceria se eu não me tivesse enganado! Porque isso é o que aconteceu e é o que existe. O problema é que quando digo, por exemplo, pegando numas palavras ao calhas :) "Se o meu amor me quisesse", eu não estou a olhar para a realidade(certeza) que existe, estou a olhar para algo que eu não sei se existe ou não (ses)! O que eu digo, é que a maioria das pessoas prefere fazer as coisas com base nos ses que não existem, e não tentam perceber a realidade (certeza) que existe! Só há duas hipoteses, ou o meu me quer ou não quer. É isso que eu tenho de perguntar ao meu amor e saber ao certo o que quer o meu amor, em vez de penar ao sonhar com o que faria se o meu amor me quisesse! Se o meu amor não me quer, nada posso fazer. Se o meu amor me quer, então em vez de sonhar com o que faria, faço-o na realidade :)

Chô Bítor disse...

Talvez o caríssimo amigo também não tenha percebido muito bem... O poema apenas questiona como seria "se o meu amor me quisesse", mas não deixa dúvidas que ele não quer. Isto é, a frase "se o meu amor me quisesse" implica que o seu professor tem a certeza de que o seu amor não o quer, apenas pondera como seria se tal assim não fosse. Não vejo no poema qualquer dúvida, não é feita qualquer pergunta ao meu amor, apenas se pondera como seria outra realidade.

:)

Guy Pascoal disse...

Bem sei que é poesia, mas para quê ponderar algo que se sabe que na realidade não acontece? Daí ter dito que os ses não existem, apenas certezas que, por vezes, não se querem encarar de frente. Não querendo dizer com isto, precisamente e portanto :), que o seu professor não queira enfrentar a certeza da realidade. Alvitro apenas a hipotese de várias pessoas essa forma de estar de de agir, preferirem.

Chô Bítor disse...

Compreendo e é perfeitamente lícito o alvitramento do meu egrégio amigo, não há nada pior do que nos enganarmos a nós próprios.
No entanto discordo em relação aos ses. Onde estaríamos se nunca se tivesse questionado a realidade? Provavelmente ainda na idade da pedra. São os ses que fazem surgir novas ideias, novas tecnologias. A realidade, companheiro Pascoal :), é uma coisa mutável e o ser humano tem-na mudado praticamente todos os dias, e tudo por causa dos ses. Ponderar e questionar são elementos basilares da vida.

Guy Pascoal disse...

Indubitável ínclito Bitor. Touché ;)

Chô Bítor disse...

:D

Au fer, meu muito caro e insigne amigo.