segunda-feira, 23 de maio de 2005
terça-feira, 26 de abril de 2005
Sei de um sítio...
Estive num sítio onde as pessoas não são indiferentes ao sofrimento alheio, onde as pessoas estendem a mão a quem precisa. Vi nesse sítio, pessoas a partilhar o seu conforto com os menos afortunados, vi pessoas a lutar por causas nobres, vi pessoas que, em vez de se vangloriarem da sua posição e sentirem-se superiores, lutavam para que todos tivessem condições e oportunidades de atingir a sua felicidade. Nesse sítio ninguém vivia na rua, porque os muito ricos, em vez de passarem um cheque a uma instituição de caridade para se sentirem melhor, batiam a cidade em busca dos realmente necessitados ajudavam-nos a sentir-se e tornar-se também pessoas outra vez. Nesse sítio, ninguém se aproveitava da fraqueza e inocência alheias, ninguém temia pelos seus filhos pois toda a gente protegia as crianças. Não havia disputas nem violência porque todos sabiam partilhar, todos sabiam que não podiam ter tudo para si, que para viver em harmonia era preciso saber ceder. Todos tinham consciência da ganância e do orgulho naturais do ser humano e, como tal, todos se esforçavam por reprimi-los.
Estava pronto para ficar, não queria sair mais dali, era a sociedade com que sempre tinha sonhado... mas infelizmente acordei.
Estava pronto para ficar, não queria sair mais dali, era a sociedade com que sempre tinha sonhado... mas infelizmente acordei.
sexta-feira, 8 de abril de 2005
Talvez um dia...
O ser humano não precisa que uma lei lhe diga para não matar ou roubar. O seu humano não precisa que uma lei lhe diga que a sua liberdade acaba onde começa a do próximo. O ser humano não precisa de leis contra a crueldade e a má fé. O ser humano não precisa de leis para protecção das crianças e dos animais.
Mas como a espécie dominante do planeta continua a ser o ser desumano, é o melhor que podemos fazer.
Mas como a espécie dominante do planeta continua a ser o ser desumano, é o melhor que podemos fazer.
sexta-feira, 18 de março de 2005
Slow Europe
É de autor desconhecido, mas digníssimo desta nossa tertúlia. Um must read!
Já vai para 15 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca. Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante. Aqui, qualquer projecto demora 2 anos a concretizar-se, mesmo que a ideia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, nós (portugueses, brasileiros, americanos, australianos, asiáticos, etc) ficamos aflitos para obter resultados imediatos, numa ansiedade generalizada. Porém, o nosso sentido de urgência não surte qualquer efeito neste país. Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões e ponderações. E trabalham num esquema bem mais "slow down". O pior é constatar que, no fim, acaba por dar tudo certo no tempo deles, com a maturidade da tecnologia e da necessidade; aqui, muito pouco se perde. É assim:
1. O país é cerca de 3 vezes maior que Portugal;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. A sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (Lisboa, que tem 1 milhão);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB,Nokia,...
5. Para ter uma ideia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.
Digo a todos estes nossos grupos globais de trabalhadores: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários. Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles. Vou contar-vos uma breve história, só para vos dar uma noção... A primeira vez que fui para lá, em 1990, um dos colegas suecos apanhava-me no hotel todas as manhãs. Era Setembro, frio, e a neve estava presente. Chegávamos bem cedo à Volvo e ele estacionava o carro longe da porta de entrada (são 2.000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada,no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, uma manhã perguntei-lhe: - Você tem lugar marcado para estacionar aqui? Chegamos sempre cedo, o estacionamento está vazio e você deixa o carro à ponta do parque. Ele, simplesmente, respondeu-me assim: - É que, como chegamos cedo, temos tempo de andar. Quem chegar mais tarde já vem atrasado, precisa mais de ficar perto da porta. Você não acha? Nesse dia, percebi a filosofia sueca de cidadania! Serviu também para rever os meus conceitos. SLOW vs FAST. Há um grande movimento na Europa hoje chamado SLOW FOOD. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol, tem a sua sede em Itália (o site, é muito interessante. Veja-o). O que o movimento SLOW FOOD prega, é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, "curtindo" a sua confecção, no convívio com a família, com os amigos, sem pressas e com qualidade. A idéia é a de se contrapor ao espírito do FAST FOOD e tudo o que ele representa como estilo de vida, em que o americano "endeusificou". A surpresa, porém, é que esse movimento SLOW FOOD serve de base a um movimento mais amplo chamado SLOW EUROPE, como salientou a revista BusinessWeek na sua última edição europeia. A base de tudo, está no questionar da"pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraponto à qualidade de vida ou à "qualidade do ser". Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas, (35 h / semana) são mais produtivos que os seus colegas americanos ou ingleses. E os alemães, que em muitas empresas instituíram a semana de 28,8 horas de trabalho, viram a sua produtividade crescer nada menos que 20%. Esta chamada "slow atitude" está a chamar a atenção, até dos americanos, apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it now" (faça já). Portanto, esta"atitude sem-pressa" não significa, nem fazer menos, nem menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais"qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos pormenores e com menos "stress". Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades, do "local", presente e real, em contraste com o "global" - indefinido e anónimo. Significa a retomados valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do quotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo onde os seres humanos, felizes, fazem com prazer, o que sabem fazer de melhor. Gostaria de que vocês pensassem um pouco sobre isto. Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou "A pressa é inimiga da perfeição" já não merecem a nossa atenção, nestes tempos de loucura desenfreada? Será que as nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa", até para aumentar a produtividade e qualidade dos nossos produtos e serviços, sem a necessária perda da "qualidade do ser"? No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível. Um personagem cego, interpretado por Al Pacino, convida uma moça para dançar e ela responde-lhe: - Não posso, porque o meu noivo deve chegar dentro de poucos minutos. - Mas, num momento, se vive uma vida. (responde ele, conduzindo-a num passode tango). Esta pequena cena é, para mim, o momento mais marcante do filme. Algumas pessoas correm atrás do tempo, mas parece que só o alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e esquecem-se de viver o presente, que é o único tempo que existe. TEMPO, toda a gente tem, por igual. Ninguém tem mais nem menos que 24horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos de saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon, "A vida, é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro".
Já vai para 15 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca. Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante. Aqui, qualquer projecto demora 2 anos a concretizar-se, mesmo que a ideia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, nós (portugueses, brasileiros, americanos, australianos, asiáticos, etc) ficamos aflitos para obter resultados imediatos, numa ansiedade generalizada. Porém, o nosso sentido de urgência não surte qualquer efeito neste país. Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões e ponderações. E trabalham num esquema bem mais "slow down". O pior é constatar que, no fim, acaba por dar tudo certo no tempo deles, com a maturidade da tecnologia e da necessidade; aqui, muito pouco se perde. É assim:
1. O país é cerca de 3 vezes maior que Portugal;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. A sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (Lisboa, que tem 1 milhão);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB,Nokia,...
5. Para ter uma ideia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.
Digo a todos estes nossos grupos globais de trabalhadores: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários. Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles. Vou contar-vos uma breve história, só para vos dar uma noção... A primeira vez que fui para lá, em 1990, um dos colegas suecos apanhava-me no hotel todas as manhãs. Era Setembro, frio, e a neve estava presente. Chegávamos bem cedo à Volvo e ele estacionava o carro longe da porta de entrada (são 2.000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada,no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, uma manhã perguntei-lhe: - Você tem lugar marcado para estacionar aqui? Chegamos sempre cedo, o estacionamento está vazio e você deixa o carro à ponta do parque. Ele, simplesmente, respondeu-me assim: - É que, como chegamos cedo, temos tempo de andar. Quem chegar mais tarde já vem atrasado, precisa mais de ficar perto da porta. Você não acha? Nesse dia, percebi a filosofia sueca de cidadania! Serviu também para rever os meus conceitos. SLOW vs FAST. Há um grande movimento na Europa hoje chamado SLOW FOOD. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol, tem a sua sede em Itália (o site, é muito interessante. Veja-o). O que o movimento SLOW FOOD prega, é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, "curtindo" a sua confecção, no convívio com a família, com os amigos, sem pressas e com qualidade. A idéia é a de se contrapor ao espírito do FAST FOOD e tudo o que ele representa como estilo de vida, em que o americano "endeusificou". A surpresa, porém, é que esse movimento SLOW FOOD serve de base a um movimento mais amplo chamado SLOW EUROPE, como salientou a revista BusinessWeek na sua última edição europeia. A base de tudo, está no questionar da"pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraponto à qualidade de vida ou à "qualidade do ser". Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas, (35 h / semana) são mais produtivos que os seus colegas americanos ou ingleses. E os alemães, que em muitas empresas instituíram a semana de 28,8 horas de trabalho, viram a sua produtividade crescer nada menos que 20%. Esta chamada "slow atitude" está a chamar a atenção, até dos americanos, apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it now" (faça já). Portanto, esta"atitude sem-pressa" não significa, nem fazer menos, nem menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais"qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos pormenores e com menos "stress". Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades, do "local", presente e real, em contraste com o "global" - indefinido e anónimo. Significa a retomados valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do quotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo onde os seres humanos, felizes, fazem com prazer, o que sabem fazer de melhor. Gostaria de que vocês pensassem um pouco sobre isto. Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou "A pressa é inimiga da perfeição" já não merecem a nossa atenção, nestes tempos de loucura desenfreada? Será que as nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa", até para aumentar a produtividade e qualidade dos nossos produtos e serviços, sem a necessária perda da "qualidade do ser"? No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível. Um personagem cego, interpretado por Al Pacino, convida uma moça para dançar e ela responde-lhe: - Não posso, porque o meu noivo deve chegar dentro de poucos minutos. - Mas, num momento, se vive uma vida. (responde ele, conduzindo-a num passode tango). Esta pequena cena é, para mim, o momento mais marcante do filme. Algumas pessoas correm atrás do tempo, mas parece que só o alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e esquecem-se de viver o presente, que é o único tempo que existe. TEMPO, toda a gente tem, por igual. Ninguém tem mais nem menos que 24horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos de saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon, "A vida, é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro".
terça-feira, 15 de março de 2005
Usem a vantagem!
O ser humano tem realmente uma memória curta, é só mudarmos de perspectiva e temos logo a tendência de nos esquecermos de como víamos as coisas na perspectiva anterior.
Por exemplo, quando éramos crianças apanhávamos grandes secas dos nossos pais sobre coisas que nada nos diziam, coisas que tínhamos grande dificuldade em compreender, mas que, agora que crescemos fazem todo o sentido e vamos querer transmiti-las aos nossos filhos. Mas a maioria das pessoas tenta impingir estes valores sem utilizar a grande vantagem de, ao contrário dos petizes, já ter estado no lugar deles, não tirando partido da memória de quando lá estavam. O mesmo se passa no trabalho, vêem-se por aí muitos chefes que, pela forma como lidam com os subordinados, mostram que perderam a memória de quando eram eles os lixados .
O mais absurdo é que só temos a perder com isso. Lembrarmo-nos de como era dantes dá-nos uma muito maior competência para lidar com as situações tornando a comunicação infinitamente mais fácil.
Quem diz que não compreende a juventude certamente já se esqueceu de quando era jovem e é esta a causa do generation gap, a culpa não é dos jovens, mas sim dos adultos que deixaram morrer a sua juventude. Por isso, quando falarem com os vossos filhos ou subordinados, em vez de tentarem colocá-los na vossa perspectiva, usem a vantagem da experiência e coloquem-se vocês na deles.
Diz-se num filme (The Straight Story) que o pior de ser velho é lembrarmo-nos de quando éramos jovens. Discordo convictamente! Lembrarmo-nos de quando éramos jovens é o segredo para a eterna juventude, mas não basta lembrarmo-nos do passado, temos que manter a aptidão para recuarmos mentalmente no tempo e conseguir ver as questões com os olhos e a mentalidade que tínhamos antes.
Lembrem-se, se nós que já passámos por lá temos dificuldade em colocarmo-nos de novo nesse lugar, será impossível a quem nunca cá esteve colocar-se no nosso.
Usem a vantagem!
Por exemplo, quando éramos crianças apanhávamos grandes secas dos nossos pais sobre coisas que nada nos diziam, coisas que tínhamos grande dificuldade em compreender, mas que, agora que crescemos fazem todo o sentido e vamos querer transmiti-las aos nossos filhos. Mas a maioria das pessoas tenta impingir estes valores sem utilizar a grande vantagem de, ao contrário dos petizes, já ter estado no lugar deles, não tirando partido da memória de quando lá estavam. O mesmo se passa no trabalho, vêem-se por aí muitos chefes que, pela forma como lidam com os subordinados, mostram que perderam a memória de quando eram eles os lixados .
O mais absurdo é que só temos a perder com isso. Lembrarmo-nos de como era dantes dá-nos uma muito maior competência para lidar com as situações tornando a comunicação infinitamente mais fácil.
Quem diz que não compreende a juventude certamente já se esqueceu de quando era jovem e é esta a causa do generation gap, a culpa não é dos jovens, mas sim dos adultos que deixaram morrer a sua juventude. Por isso, quando falarem com os vossos filhos ou subordinados, em vez de tentarem colocá-los na vossa perspectiva, usem a vantagem da experiência e coloquem-se vocês na deles.
Diz-se num filme (The Straight Story) que o pior de ser velho é lembrarmo-nos de quando éramos jovens. Discordo convictamente! Lembrarmo-nos de quando éramos jovens é o segredo para a eterna juventude, mas não basta lembrarmo-nos do passado, temos que manter a aptidão para recuarmos mentalmente no tempo e conseguir ver as questões com os olhos e a mentalidade que tínhamos antes.
Lembrem-se, se nós que já passámos por lá temos dificuldade em colocarmo-nos de novo nesse lugar, será impossível a quem nunca cá esteve colocar-se no nosso.
Usem a vantagem!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
Asas de gaivota
O facto de poder olhar por cima do monitor e ver um verdejante campo de golfe, com um plácido e convidativo lago, onde gaivotas e garças desfrutam os pequenos prazeres da vida, prazeres que, na nossa luta contínua por ter mais coisas, temos tendência para esquecer; o prazer de estar deitado na relva com o confortável calor do sol, o prazer da pura disponibilidade… pois é, estava eu a dizer que o facto de ter esta vista tem efeitos contraditórios, se por um lado faz com que não me sinta enclausurado no meio do rebanho, por outro tem o efeito por vezes desanimador de me fazer divagar, como já estava a acontecer.
Quantas vezes encarnei naquela gaivota e morri de inveja ao sentir o vento da liberdade no bico? Quantas vezes tinha dado todas as minhas posses materiais para beber assim o céu? Quantas vezes dava a minha racionalidade para ser filho do mar e da brisa?
Trocava de bom grado o meu cérebro pensante e as minhas mãos de humano por um par de asas de gaivota, não sei é se alguma gaivota ia nessa…
Quantas vezes encarnei naquela gaivota e morri de inveja ao sentir o vento da liberdade no bico? Quantas vezes tinha dado todas as minhas posses materiais para beber assim o céu? Quantas vezes dava a minha racionalidade para ser filho do mar e da brisa?
Trocava de bom grado o meu cérebro pensante e as minhas mãos de humano por um par de asas de gaivota, não sei é se alguma gaivota ia nessa…
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005
Poesia de sarjeta
No princípio era o silêncio,
O nada, o vazio, escuridão
Mas do caos nasce o cosmos
E do cosmos nasce a paixão
Que as mentes que divagam no limbo
Em lagos de pensamento
Moldam em teorias, conceitos
Criando assim no momento
A dimensão do sofrido sonho
Que se adensa e multiplica
Para que não tenhamos temor
Da desconcertante harmonia que fica
Quando as notas suspensas no éter
Antes soltas e perdidas
Começam lentamente a formar
A sinfonia das nossas vidas
O nada, o vazio, escuridão
Mas do caos nasce o cosmos
E do cosmos nasce a paixão
Que as mentes que divagam no limbo
Em lagos de pensamento
Moldam em teorias, conceitos
Criando assim no momento
A dimensão do sofrido sonho
Que se adensa e multiplica
Para que não tenhamos temor
Da desconcertante harmonia que fica
Quando as notas suspensas no éter
Antes soltas e perdidas
Começam lentamente a formar
A sinfonia das nossas vidas
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005
Beck
..."um novo albúm de Beck é como sexo com uma prostituta desdentada:nunca se sabe o que virá dali."
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