quinta-feira, 4 de maio de 2006

Um ápice

Foi um ápice.
Não sei ao certo quanto tempo foi.
Se dias, semanas ou até meses.
Agora parece-me que foi um instante.
Infinitamente pequeno intervalo de tempo
Ínfimo momento… um ápice!

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Pergunto-me...

Será possível, pelo menos teoricamente, que toda a Humanidade, que todo e qualquer ser humano deste planeta consiga ser feliz ao mesmo tempo?
Ou será que a felicidade de uns implica sempre e inevitavelmente a infelicidade de outros?
Se calhar é mesmo como diz aquela musica, o sonho de um homem é o pesadelo de outro...

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Sem título

Não se encontra a liberdade no cano de uma arma.
Nunca haverá paz pelo impacto seco de um percutor atingir uma cápsula de sofrimento, impelindo um projéctil através de músculo, osso e vísceras.
Não haverá harmonia pela violência, e a felicidade, essa nunca se obterá pela vileza.

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Sentimentos

- Eu sou da opinião que não devemos esconder os nossos sentimentos. Acho que não há razão nenhuma para termos vergonha deles e se os escondermos não estamos a ser genuínos.
- Não acho que apenas por não nos expormos não estejamos a ser genuínos. Apenas nos estamos a defender, a proteger. Não quer dizer que aquilo que mostras aos outros não sejas realmente tu. Pode não ser tudo o que és, mas não quer dizer que o que mostras não faça genuinamente parte de ti.
- Sim, compreendo que é um mecanismo de protecção, mas acho que só temos a ganhar se conseguirmos ultrapassar a insegurança que nos faz ser assim. Acho que não tens assim tanto a perder se te abrires sem reservas com toda a gente.
- É engraçado como me fazes lembrar de mim quando tinha a tua idade. Eu também pensava assim. Embora sempre tenha tido uma grande dificuldade em demonstrar os meus sentimentos, sempre achei que os devia demonstrar, e sempre me esforcei por fazê-lo.
- E porque é que mudaste de opinião?
- Mudei de opinião quando finalmente, não sem um bom esforço, consegui abrir-me como um livro.
- O que é que aconteceu?
- Nem sempre as outras pessoas estão preparadas para saber o que nos vai na alma. E isso pode alterar irrecuperavelmente uma relação. Pode estragar o que poderia ser uma boa amizade.
- Queres elaborar?
- Não, nem por isso, mas digo-te que não é sempre melhor demonstrarmos os nossos sentimentos. Nem sempre se ganha em tirar a máscara. E não estou a falar do facto de, ao tirarmos a máscara, nos estamos a expor e a colocar-nos numa situação de vulnerabilidade. Podes dar um passo sem regresso na relação que tens com a pessoa a quem te expões e, embora isto do melhor e pior seja sempre discutível, ficares numa situação pior.
- Compreendo o teu ponto de vista, mas se a outra pessoa não souber lidar com o que sentes o problema é inteiramente dela. Se fores sincero não estás certamente a errar. Acho até que é a única atitude que te permite ter a certeza de estares a agir correctamente.
- Eu também compreendo o teu ponto de vista e provavelmente, dependendo da situação, estão ambos correctos. Há que ter consciência que não há verdades universais e absolutas, a vida não é a preto e branco, os tons de cinzento são infinitos. Só a experiência de vida te permite distinguir as situações em que será provavelmente melhor retraires as tuas emoções. No entanto acho que, apesar de tudo, tens razão no facto de ser a única maneira de garantires que agiste correctamente, há é que ter consciência que agir correctamente pode ter um preço. No fundo espero que, ao contrário de mim, consigas amadurecer mantendo essa opinião.
- Vou tentar.
- Boa sorte!

quinta-feira, 13 de abril de 2006

Azar

Vinha calmamente a conduzir quando, para meu terror se atravessa um gato preto à frente do carro. Estava ali à minha espera, fez questão de passar à frente do meu carro! Era azar tão certo que fiquei logo desorientado. Já com uma grande carga de stress em cima, sempre a olhar para um lado e para outro na tentativa de antever qualquer situação potencialmente perigosa não reparei que o carro da frente tinha parado. Quando me apercebi era tarde para travar, tive que me desviar para a outra faixa, exactamente no momento em que vinha um camião em sentido contrário que me obrigou a desviar para cima do passeio. Tudo teria ficado bem se não viesse um grupo de transeuntes que me obrigou a meter o carro por uma ribanceira. Descontrolado lá consegui, para gáudio do pastor, não acertar em nenhuma das ovelhas que lá andavam a pastar e fui bater numa árvore que me estalou a pintura toda do pára-choques!
E ainda há quem diga que os gatos pretos não dão azar!!!

quarta-feira, 12 de abril de 2006

O Poema

O poema não é composto, não é inventado,
Não é criado, nem sequer é escrito,
Muito menos articulado

O poema nasce, em si renasce
Germina da ponta da pena,
Brota da imaginação,
Da fantasia, ou não

Origina-se num rasgo
Incuba no ventre da alma
Constitui-se na inspiração
Firma-se na paixão

O poema não é feito
O poema apenas surge
Surge de um ardor no peito

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Escrever

Antes de mais obrigado pelo convite para o blog, espero que a minha contribuição seja positiva. Pelo que já li, não acho que as minhas divagações destoem, e sempre é mais uma motivação para escrever. Escrever, escrever. Escrever o quê? Sobre quê? Para quê? Sobre tudo? Sobre nada? Escrever para não enlouquecer ou escrever para enlouquecer? Não sei. Logo se vê. É preciso é escrever. O importante é escrever!

quinta-feira, 6 de abril de 2006

A dor

A dor, a dor, sempre esta pequena frase no fundo do pensamento. Repetida incessantemente, como uma voz ao longe, mas sempre presente. A dor, a dor, sempre por trás, como o pano de fundo do palco da mente. Sempre por trás de qualquer pensamento que ali se represente. A dor, a dor. Mas qual dor? Dor de quê? E porquê? Não tinha respostas. Só sabia que num qualquer canto recôndito do meu cérebro, fora do controlo do consciente, a voz continuava, sempre incansável, sempre dolente: a dor, a dor.
E então vi-a. Senti-a.

sexta-feira, 31 de março de 2006

O Gato






Acho que o Gato já merece uma homenagem e decidi fazê-la sob a forma de post.
Não se sabe ao certo, mas estima-se que tenha cerca de 16 anos e 6,5 Kg. Sim, é bastante gato, mas com uma agilidade jovial.
De facto, mesmo com os seus 16 anos continua a não conseguir resistir a um cordelinho a mexer ou algo parecido e brinca como se ainda tivesse 2 ou 3 anos. Tem até um fascínio quase doentio por caixas de cartão, que independentemente do tamanho têm que o conseguir comportar, implicando naturalmente, a destruição total da caixa na maioria dos casos. É também capaz de serpentear a sua enorme barriga por entre o que quer que esteja em cima da mesa sem destruir nada. (O mesmo já não se pode dizer da sua amiga Mia, que tem um terço do tamanho, menos de um quinto da idade e é um verdadeiro trambolho!)
Tivemos até, há bem pouco tempo, uma demonstração que, apesar da envergadura e da idade, aquilo está tudo em forma. Há outro gato, bastante sociável, lá perto. Estava o Gato a comer umas ervas (parece viciado naquilo, é um gato ruminante), quando aparece o outro. O Gato, inteligente, joga pelo seguro e vai para casa observar da porta enquanto a Mia foi logo ver o que se passava. Já estávamos nós a chamá-lo cobardolas enquanto a Carla fazia festas ao outro gato que se regalava e rebolava, quando, qual tiro, o Gato sai disparado direito ao outro, que apanhou de certeza o cagaço da vida dele! Deram três voltas ao quintal até o outro se ter enfiado pela janela da casa dele. De referir que o outro não deve ter dois anos, e foi inacreditável ver a velocidade que seis quilos e meio de gato com dezasseis anos conseguem atingir.
No entanto, na minha opinião, a característica que torna o Gato tão peculiar é a sua tendência para vocalizar. Nunca conheci outro gato – e conheci bastantes – que usufruísse tanto das suas capacidades vocais para se exprimir. Até o próprio bufar, que normalmente os gatos só usam quando estão mesmo chateados, como um método de intimidação; para o Gato é um instrumento de expressão. Sim, quer dizer que não está satisfeito, mas não está fora de si, não quer assustar ninguém, quer apenas manifestar o seu desagrado.
Entre miados avisadores, autoritários, suplicantes, críticos, satisfeitos e aquele gutural que já sabemos significar “Bola de pelo em processo de expulsão!!!” Estimo uma média bem acima dos 100 miados diários. Principalmente agora que se habituou a ir comer ervas à rua e se põe em frente à porta a miar incessantemente (eu acho que ele até já sabe quais são os dias da recolha do lixo, em que a saída é certa).
O Gato é um espectáculo! Temos um entendimento que transcende espécies. Aliás, não sei se ele pensa que é humano ou se pensa que somos todos gatos, mas a verdade é que (excepto talvez com a Carla, que trata com alguma superioridade) trata toda a gente de igual para igual. E para mim é igual, ser gato ou humano não faz diferença nenhuma. O Gato é meu irmão!

quinta-feira, 30 de março de 2006

Porquê?

Porque é que o ser humano tem que ser tão complicado? Porque é que não conseguimos incutir algum racionalismo nos nossos sentimentos?
Porque é que, tendo perfeita consciência que existem incompatibilidades gritantes, que existem diferenças óbvias na forma de viver, de ver a vida, não conseguimos que isso altere os nossos sentimentos por alguém? Porque é que, mesmo sabendo é o melhor a fazer, não temos o poder de eliminar uma pessoa da nossa mente? Porque é que abrimos mão de pessoas que têm tudo para ser perfeitas para nós, que sabíamos haver entendimento e identificação, apenas porque não há o click? Porquê? Porquê?

quarta-feira, 22 de março de 2006

Amizades

Diria que as amizades são como os isqueiros. Há as amizades zippo (passe a publicidade), que duram a vida toda. Há amizades da loja dos chineses (passe a publicidade), que apesar de serem recarregáveis sabemos que não podemos contar muito com elas. E as amizades bic (passe a publicidade), que apesar de serem de qualidade, se deitam fora quando estão vazias.

sexta-feira, 10 de março de 2006

O Sr. Fernando

O Sr. Fernando é único, por muito que eu tentasse descrever nunca conseguiria transmitir a experiência que é vê-lo no Maxime. Muita gente provavelmente achará um espectáculo decadente e não compreenderia porque é que eu gostava de ser assim quando chegasse à idade dele, que deve andar entre os 50 e os 60. Maxime, noite de concerto de Enapá, ainda antes do concerto ter começado já estava o Sr. Fernando a mostrar a toda aquela juventude o que é que é curtir. Assim que o DJ pôs qualquer coisita mais dançável, como que movido por um impulso incontrolável, o Sr. Fernando lançou-lhe um olhar cúmplice, saltou da cadeira e foi dançar, no seu estilo próprio que, esse sim, é completamente impossível de descrever. Baixote, franzino, com a sua bela fatiota e o cabelo milimétricamente penteado, automaticamente o centro das atenções! De tal forma que é por diversas vezes chamado ao palco para dar um arzinho da sua graça, que cumpre com satisfação. Sempre com uma pose profissional, perder a compostura é que não!
Há basicamente duas razões que me fazem querer ser assim na idade dele. Uma é o facto dele ter uma das qualidades que mais admiro numa pessoa: conseguir estar-se borrifando para o que os outros pensam dele, consegue ser ele próprio, fazer o que bem lhe apetece sem se condicionar pelo que os outros possam pensar. A outra é estar a divertir-se no Maxime no meio de pessoas bastante mais novas que ele, quando os da idade dele já viram a novela e já estão a dormir há várias horas. Digam o que disserem, o Sr. Fernando é que sabe viver!

quinta-feira, 9 de março de 2006

Dia do coitadinho

Que se discrimine as pessoas portadoras de deficiência criado um dia para eles, reforçando a ideia de que são uma minoria frágil, ainda aceito pelo facto de servir para lembrar ao mundo que existem pessoas com necessidades especiais, coisa que muita gente deve esquecer com facilidade. Agora fazê-lo para as mulheres parece-me extremamente machista. Para começar não creio que seja preciso haver um dia da mulher para que nos lembremos que elas existem, elas fazem questão de nos lembrar constantemente que andam aí. E ainda impõe a ideia de que são diferentes dos homens, mais fraquinhas (coitadas), que como não conseguem ter os mesmos direitos dá-se-lhes um diazito para ver se ficam mais satisfeitas. Só prova que isso da igualdade – o que quer que isso seja – que tantas mulheres preconizam, embora a maioria delas só queira as vantagens, ainda é uma miragem. Não serão certamente iniciativas que, por princípio, as segregam da sociedade que vão mudar isso.
Revoltem-se mulheres!

Nota: Claro que sempre que tentei expor o meu ponto de vista sobre este assunto a mulheres fui logo rotulado de gajo ressabiado. "Isso é só porque nós temos um dia e vocês não, e tal...". Pensem lá o que quiserem.

quarta-feira, 8 de março de 2006

Desejo

- Boa tarde, o que é que deseja?
- O que desejo? Deixe lá ver... Olhe, desejo ser criança outra vez, "voltar a ter segredos", como dizia aquele senhor espaçoso, desejo que a vida volte a ser simples. Não, não, o que eu desejo é que a fórmula da felicidade seja uma coisa imutável, que não se metamorfoseie quando estamos próximos de a alcançar. Também desejo ter tempo para tudo, para conhecer tudo. Desejo não ter a necessidade de possuir coisas materiais, não ter nada e achar que tenho tudo o que preciso. Desejo enfrentar os meus medos. Desejo paz, amor, bom senso, harmonia. Desejo voar. Desejo... bom, esqueça lá isto tudo e traga-me só uma imperial, se faz favor.
- Com certeza, deseja tremoços?

quinta-feira, 2 de março de 2006

CALMA. A pressa é inimiga da perfeição.

Não detestam quando vão a algum lado e tocam á campainha, e chega alguém e toca também para outro andar, sem esperar se quer que nos respondam? Depois quando respondem como sabemos que é para nós e náo para a outra pessoa?
Imaginando que nenhum dos dois ali esteve antes, como sabem que quem responde é a pessoa que nos interessa? Por que é que as pessoas mão conseguem seguir a ordem das coisas, se é que tal existe? Por que não esperar que atendam a primeira pessoa, e então, se nada acontecer, solicitar educadamente, a intervenção? Será que se não se esperar a porta só se abre para uma pessoa? Ou será que se formos muitos a tocar á campainha nos respondem mais rápido? E se for o caso de não estar ninguém? Quem nos abre a porta? Nesse caso já não fáz sentido que nos abram a porta. logo não nos interessa subir, e ai poupáva-mos tempo em subir para um andar onde ninguem nos vai atender. Mas não as pessoas preferem atropelarem-se umas ás outras, á pressa, e perder tempo desnecessário em vês de pouparem alguns minutos, por poucos que sejam, com alguma boa educação. As pessoas estão cada vêz mais impacientes, e cada vêz mais se regem por aquilo a que chamo, a "teoria da publicidade". Ou seja, "quantas mais campainhas tocares maior a probabilidade de te abrirem a porta". Isto é em tudo igual á "lei da probabilidade", mas com um nome mais adequado ao tempo em que vivemos.
E isto aplica-se a tudo. Já as crianças, aplicam-na sabiamente para obterem o que querem. Quanto mais insistires maior a probabilidade de o conseguir, isto fáz lembrar o Bart Simpson. Vão lá por insistência e não por persistência como muitos confundem.

CALMA. A pressa é inimiga da perfeição.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Uma lufada de ar fresco

É sempre uma lufada de ar fresco encontrar a velhota da cadeira de rodas quando deixo a criança no infantário. Faz-nos tão bem encontrar pessoas que aparentemente teriam mais razões para estar descontentes com a vida e, pelo contrário, transbordam alegria.
A primeira vez que reparei nela tinha encontrado uma pessoa amiga e, com um sorriso aberto e genuíno disse: “Desculpe não me levantar…”. Foi suficiente para ficar bem-disposto o resto do dia.
Da última vez que a vi, com a sua alegre simpatia, meteu-se com o pequeno a dizer-lhe que também tinha um carrinho, e que o dela até tinha buzina. Parece que há pessoas que são incapazes de ver a vida de forma pessimista, incapazes que qualquer sentimento de auto-comiseração. Provavelmente as únicas que conseguem ser plenamente felizes, e sempre nos vão dando uma ajudinha.
Obrigado senhora da cadeira de rodas!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Testosterona

Ontem vinha eu para o trabalho e há uma carrinha que passa em sentido contrário e buzina. Não sei porque buzinou, nem sei se foi para mim ou para o gajo que ia à minha frente, só sei que ele parou por uns segundos e num ápice faz inversão de marcha e vai feito doido atrás do gajo da carrinha. Quanta testosterona é preciso ter no sangue para se fazer uma coisa destas? Faz-me mesmo confusão como é que alguém se dá ao trabalho de largar tudo para ir defender o seu orgulho porque levou uma buzinadela, ou porque levou com “o dedo”, ou até porque lhe chamaram isto ou aquilo. Fico satisfeito por ser uma situação cada vez menos comum nas nossas estradas, mas há aí povo que talvez só lá vá com um tratamento hormonal…

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

Fundo do Baú III

Também havia lá este, não sei bem o que é que quer dizer, nem sequer se está acabado, mas é definitivamente o melhor dos meus poemas que contêm a palavra 'porém'! Não serei, pelo menos, novamente acusado de tentar alterar a História, era assim que estava no fundo do baú, é assim que fica!

Enganadora é a luz do dia que faz da vida uma sombra recortada
Só a noite é lúcida, porém o sono acaba sempre por vencê-la
Por isso a trocamos pelo sonho, cobrindo a nudez crua da verdade com o diáfano manto da fantasia
Melhor que a escura realidade onde os sentimentos são pardos
Mas sempre o nascente sol cobre novamente a vida com a sua máscara de luz
Distorce formas e emoções, enganando os nossos olhos com as mais vivas e reluzentes cores.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Afiar as garras - Um ano de Tertúlia dos Néscios

Pois é verdade. Esta nossa tertúlia de néscios fez um anito! Parabéns para nós! :) (o post vem atrasado, mas sexta foi um dia complicado…)
E pronto, não há muito mais a dizer, a não ser que a criação deste blog foi um grande passo para desenvolver o espírito criativo e desatrofiar um bocado.
Lixo? Sim, certamente haverá por aqui muito, mas também não acredito que seja só lixo, e, independentemente de ser ter escrito aqui alguma coisa de jeito ou não, este ano de tertúlia foi, pelo menos, excelente para “afiar as garras”.
Gostava de aproveitar também este post comemorativo do primeiro ano de Tertúlia dos Néscios para convidar os visitantes a intervir, deixando aqui os vossos comentários sobre este ano de blog. Sede implacáveis!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

A minha aranha

Há já vários meses que vive uma aranha no meu espelho retrovisor. Só a vi umas duas ou três vezes, mas pelas alterações e inúmeras reconstruções na teia sei que ela lá anda. Na última vez que lavei o carro, que curiosamente foi a primeira (e que foi uma canseira e que já nem se nota…), lá consegui não a violentar e lá continua ela. Não me estou a desculpar de nada, admito até que o meu carro provavelmente estaria igualmente imundo se a aranha não estivesse lá, mas não consigo confiar na preocupação que os senhores lavadores de carros possam ter pelo bem-estar da minha aranhita. Além do mais solicitar que tivessem o cuidado de não matar a aranha seria considerado, no mínimo, excêntrico. Lavagens automáticas estão, naturalmente, fora de questão... Vamos lá ver se vem uma chuvada...